Datas Comemorativas

Published on março 7th, 2018 | by sardinha

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A história das mulheres na cultura geek não deve ser negligenciada

Ano 2018 e ainda se debate a participação das mulheres na tecnologia e nos meios geeks.

Ano 2018 e ainda tem muito homem que não aceita, não acredita e não entende as mulheres geeks.

Gente, que ano é hoje?!

Existe um grande mito cultural de que as meninas/mulheres geek são como unicórnios – somos criaturas raras e míticas que não podem ser reais.  Os homens que guardam o grande domínio geek – de funcionários de loja de quadrinhos a juízes de Magic: The Gathering de Reunião a painelistas de convenções para desenvolvedores de videogames – todos têm uma história de marginalizar, desafiador e assediar intrusos.

A (maior parte) dos homens brancos e héteros policiam a cultura geek usando conceitos que afirmam que as meninas são princesas de pele fina que não conseguem lidar com a cultura geek e afirmam que as mulheres geeks / nerds apenas acompanham seus namorados ou estão tentando o sucesso. Alguns anos atrás, a ideia se espalhou de “Garotas Geek Falsas” só estarem no meio para seguir as tendências atuais da cultura pop e serem vistas como legais.

Por exemplo, enquanto nos jogos de videogame exibem misoginia desenfreada e raras personagens femininas jogáveis, estima-se que 48% dos jogadores são mulheres. Há significativamente mais mulheres adultas jogando videogames do que adolescentes do sexo masculino, acredita? E esse crescimento também já pode ser visto nas participações convenções, tanto como visitante como funcionárias.

Mas as fangirls existem há tanto tempo quanto os fanboys, jogando Pac-Man, contribuindo e editando fanzines, escrevendo fanfics, fazendo cosplay etc. Os números têm aumentado, pois a mulherada está conseguindo abrir um espaço que ainda é muito visto como masculino. E isso é mais impressionante, pois passei por preconceito na década de 90 e, ainda hoje, passo por isso… principalmente no mundo gamer, que ainda não consegue deixar de ser xenófobo.

E como essa é a Semana da Mulher, vou trazer um vídeo de 2013, mas que é mais atual do que nunca, expressando todo esse sentimento de indignação que ainda temos por passar por situações como essas.

E vocês, já sofreram algum tipo de preconceito? Conte sua história!


Sobre o(a) Autor(a)

Claudia Sardinha não consegue passar um dia sem assistir um episódio de seriado (já são uns 40 na lista). Ama jogar videogame e é viciada em resident Evil (e nunca diga que é jogo de zumbi perto dela). Adora jogar FPS no PC e ler livros de fantasia nas longas viagens de ônibus pro trabalho.



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