Games

Published on fevereiro 1st, 2019 | by Thiago Croft

0

Analisando o remake de Resident Evil 2

Resident Evil 2 foi um fenômeno em 1998 e já está sendo após vinte anos do lançamento do game original. Não se trata de uma remasterização ou remake, é um jogo ‘novo’ com elementos similares, uma reimaginação. Os protagonistas Leon Kennedy e Claire Redfield estão de volta em alta definição. A delegacia está lá, muito parecida com a original, mas desta vez com banheiros! E muito mais funcional como uma delegacia de verdade. Alguns puzzles, chaves e sequencias foram fielmente refeitos, enquanto outros foram totalmente reformulados.

Os gráficos são produzidos com a RE engine (motor gráfico produzido pela Capcom para o Resident Evil 7 e também utilizado no Devil May Cry 5, utilizando a técnica de fotogrametria, onde são feitas diversas fotos por vários ângulos tanto de personagens, quanto de itens dando maior verossimilhança ao game). O mais deslumbrante é o efeito visual de luz e sombras. A maior parte do game se passa no escuro, sendo iluminado apenas por uma lanterna. Isto invoca ainda mais terror e medo a cada passo dado.

Os clássicos “zumbis” estão de volta e mais ‘inteligentes’ do que nunca. No processo da zumbificação a criatura perde completamente o seu raciocínio e guia-se apenas por instinto, contudo, agem em bando, se arremessam contra o personagem, jogam-se por sobre mesas, parapeitos – mesmo que se quebrem, se erguem e continuam trôpegos até conseguir pegar o personagem. Além disso estão bem resistentes, tiros na cabeça nem sempre garantem morte instantânea, mas ainda assim é o mais eficaz. É interessante explodir cabeças com a escopeta e também desmembrá-los, seja com tiros ou a faca.

A munição é escassa. Mesmo que pareça acumular muita no início do game, na hora do desespero, dos disparos feitos errados e da grande quantidade para se derrubar um único zumbi, ela sempre acaba! As pólvoras que tiveram início no Resident Evil 3 ganharam uma participação e são sempre úteis para garantir mais alguma munição. As ervas verdes, vermelhas e azuis também estão presentes, bem como suas combinações. Use-as com sabedoria, tente sempre misturar verde com vermelha para um efeito maior. Misturar verde com verde é desperdício!

Existe um ‘modo A e modo B’ por assim dizer, chamado de 2ª Jornada. Após completar com Leon, joga a 2ª Jornada com Claire, e vice e versa. O jogo tem início em local diferente e surgem algumas pequenas mudanças no desenrolar dos acontecimentos. Além disso, apenas se tem acesso ao final completo do game ao jogar os 4 modos. Tendo em média 7 horas numa primeira jogada, reduzindo para quase a metade numa segunda vez. O interessante é tentar jogar sem usar nenhum spray de primeiros socorros e garantir o rank S+. Pois ainda existem os famosos modos Hunk – O Quarto Sobrevivente e Tofu, o pedaço de queijo armado com a faca!

O ponto negativo é a história em si, o enredo básico é o mesmo, com algumas adaptações e mudanças para melhor se enquadrar e fluir melhor como uma história crível. Contudo, alguns pontos são simplesmente rápidos demais, poderiam ter sido melhor aproveitados no contar a história, tal como The Last of Us faz com primazia. Alguns diálogos são horrorosos, no meio de um apocalipse zumbi os protagonistas trocam umas falas bestas entre si, terrível. Além disso, no game clássico a interação dos protagonistas era bem mais convincentes do que o game atual. Neste eles apenas se encontram no início e depois apenas no final, lamentável.

Outro ponto é a infestação zumbi, por mais que nos diálogos digam que os zumbis estejam por toda a parte, não demonstram isso na realidade. Mais um ponto que a Capcom deixou a desejar, poderiam ter enfatizado mais o apocalipse em si, mostrando mais de Raccoon dominada. Talvez estejam guardando isso para Jill correndo do Nemesis…

A Capcom já anunciou uma DLC gratuita para o dia 15 de fevereiro chamada de The Ghost Survivors onde contará a história de três personagens inéditos: um soldado das forças da Umbrella; Katherine Warren, a filha do prefeito e Robert Kendo, o dono da loja de armas. Não é spoiler dizer que nenhum deles terá um final feliz… mas como chegarão até lá? Também estou aguardando para descobrir.

Resident Evil 2 merece uma nota 8.5 porque cumpriu o que prometeu fazer: reacender a série homenageando esses 20 anos da franquia, trazendo saudosismo para os fãs antigos e ganhando novos jogadores. A jogabilidade e gráficos estão excelentes, o enredo é ok, assim como os diálogos. O saudosismo pesa muito mais numa avaliação e nos transporta diretamente para a década de 90, quando Raccoon City era infestada pela primeira vez.

Nos fóruns muitos jogadores falam mais sobre o remake do 3 e Code Veronica do que o RE8, que a Capcom já diz está em produção. Vamos aguardar.

Curiosidade: A Capcom produziu um vídeo em live action para promover o lançamento do jogo, assista aqui: https://www.youtube.com/watch?v=8Wcd7kQ7sus


Sobre o(a) Autor(a)

Carioca, fã de história de fantasia. Não passa um fim-de-semana sem jogar RPG, a não ser que seja para ir pra pista dançar Spice Girls. Joga videogame nas horas vagas e é autor de VLAD - Sangue e Fúria, Axélia - O Diário da Vampira e dos contos: Despertar e Amém, Senhor!



Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Back to Top ↑