Na pele do serial killer mais famoso dos EUA, Zac Efron é “Ted Bundy – A Irresistível Face do Mal”

“Ted Bundy – A Irresistível Face do Mal” (Extremely Wicked, Shockingly Evil and Vile) é dirigido por Joe Berlinger (de “O Paraíso Perdido: Assassinatos de Crianças em Robin Hood Hill”) e pode ser achado na Netflix.

Protagonizada por Zac Efron que interpreta o notório serial killer Ted Bundy, responsável pelo assassinato de mais de 30 mulheres na década de 1970, a produção é baseada em acontecimentos reais com um elenco que ainda reúne Kaya Scodelario (de ‘Maze Runner’), Haley Joel Osment (de ‘O Sexto Sentido’) e Jim Parsons (de ‘The Big Bang Theory’).

O filme de Berlinger tenta contar com o legado de um assassino brutal que cinicamente cultivou sua imagem pública para parecer mais atraente, mas a história falha em se aprofundar nas implicações horríveis de como Bundy conseguiu ter sucesso. O Bundy desta versão é quase calmo, carismático e seguro de si. Ao se concentrar principalmente na farsa de Bundy, e não em sua psiquê, Berlinger falha em reconhecer adequadamente os crimes brutais cometidos por Bundy.

O filme  pretende contar a história de Bundy através dos olhos de Liz Kendall (Lily Collins), sua namorada de longa data e uma mãe solteira que o conheceu numa noite em 1969. É todo baseado em suas memórias de 1981, “O Príncipe Fantasma: Minha Vida com Ted Bundy.” Berlinger não perde muito tempo desenvolvendo os estágios iniciais da dinâmica familiar e, em vez disso, descreve o casal através das prisões de Bundy, escapada da custódia e visitas a tribunais nos anos seguintes.

O desempenho de Efron é ok… até convincente como o serial killer. O ator tem a aparência necessária para o papel, mas acho que o roteiro não ajuda muito. Temos as breves participações de atores como Jim Parsons (como o advogado da Flórida que processou Bundy) e John Malkovich (como o juiz que presidiu o julgamento), mas também não fornecem uma faísca para a trama, que percorre os detalhes básicos do tempo de prisão de Bundy, mas que tem algumas falhas nas questões temporais de alguns fatos. O filme está na Netflix, juntamente com um documentário sobre o serial killer e vemos que algumas informações não batem com o filme. O fato de ter certos momentos da vida de Bundy removidos acaba não dando uma compreensão completa da história. Isso apenas ressalta o problema que esse projeto enfrentou desde o início, e um dilema de Berlinger não consegue desvendar: concentrando-se apenas no rosto público de Bundy, A Irresistível Face do Mal sucumbe aos mesmos estereótipos fáceis que a imprensa da época fez durante seu julgamento, maravilhados com o fato de como um homem estudado e de aparência decente poderia fazer coisas tão hediondas. O filme claramente não pretende simpatizar com Bundy, mas, ao torná-lo a estrela, não pode evitar fazê-lo até certo ponto. É difícil saber se algum dia haverá um filme de ficção essencial e definitivo sobre Bundy, pois até hoje nenhum entregou uma boa história.

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