Review da nova animação “A Revolução dos Bichos”
A Revolução dos Bichos (Animal Farm) é uma animação inspirada no livro de mesmo nome de George Orwell.
O livro é uma fábula distópica que narra a rebelião dos animais da “Fazenda do Solar” contra seus donos humanos para criar uma sociedade igualitária. No entanto, os porcos, liderados por Napoleão, assumem o controle, corrompem os ideais originais e estabelecem uma ditadura tão opressora quanto a humana.
Na trama do filme, um grupo de animais de fazenda se rebela contra seu dono negligente, o Sr. Jones, e assume o controle da fazenda. Inspirados por uma porca chamada Bola de Neve, os animais inicialmente lutam por igualdade e uma vida melhor. No entanto, conforme a história se desenrola, o porco manipulador Napoleão ascende ao poder, expulsando sua rival Bola de Neve e violando os princípios da rebelião. Logo, um leitão chamado Sortudo, que precisa lidar com as complexidades da lealdade e da liderança à medida que ameaças externas surgem, e deve ajudar os outros animais a encontrar a coragem para derrubar Napoleão e retomar a Fazenda dos Animais.
O longa é dirigido por Andy Serkis, e conta com as vozes de Seth Rogen, Gaten Matarazzo, Steve Buscemi, Glenn Close, Laverne Cox, Kieran Culkin, Woody Harrelson, Jim Parsons, Kathleen Turner e Iman Vellani.
O longa, se comparado ao livro do qual se baseia, é fraco e inferior à obra original, pois transforma o tema político numa narrativa totalmente insossa e voltada para a família.
É perceptível que a animação foi mais voltada para crianças e, com isso, os temas políticos foram trocados por uma narrativa previsível, sacrificando a poderosa mensagem antiestalinista da história em prol de uma crítica simplista à corporatização, com vilões humanos (incluindo uma interpretada por Glenn Close, que mais parecia uma versão da Cruella).
Bem, todos sabemos que não há nada que as crianças apreciem mais do que uma piada de pum. Mas isso significa que todo filme de animação precisa ter uma? E o filme faz isso algumas vezes com Napoleão (Seth Rogen), o javali vilão da história, e que ainda fala: “Este é o som da liberdade!”
Enfim, a animação atinge o público a qual se propõe, mas não passa a real mensagem por trás do livro na qual se baseia. E isso pode ser comprovado com seus 32% de aprovação no Rotten Tomatoes.
NOTA: ![]()