Saiba Como Proteger as Crianças dos Riscos de Ameaças na Internet

Este artigo foi criado pela equipe Bitdefender Antivírus para uso exclusivo do site Tecnologia Outonal.

Todos os dias, cerca de 1,8 bilhões de imagens são enviadas pela internet. Destas, 720 mil se referem ao abuso sexual de crianças. Os dados, fornecidos pela Microsoft Cibercrime Center – centro de combate global à cibercriminalidade – fazem um alerta sobre a exposição de crianças e adolescentes à ameaças em ambiente virtual.

 

Indo muito além da infecção de vírus, por exemplo, os riscos envolvendo crianças na internet incluem pedofilia, chantagem, cyberbullying e, até mesmo, tentativas de sequestros. Sem esquecer ainda, da exposição precoce a conteúdo adulto e prejudicial, facilmente encontrados através de computadores, tablets, celulares e demais dispositivos on-line.

 

De acordo com a International Save the Children Alliance – rede global de organizações sem fins lucrativos, atuante em defesa dos direitos da criança – cerca de 90% das crianças entre 7 a 17 anos de idade fazem uso de, pelo menos, uma rede social. Aqui, mais da metade foi vítima de alguma forma de assédio e um terço foi exposta a conteúdo sexual ou pornográfico nos últimos 12 meses.

 

Nesse cenário, adaptar-se aos avanços da tecnologia se faz necessário, tornando indispensável saber como prevenir e combater esse tipo de ameaça.

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Como proteger a atividade de uma criança on-line

O primeiro passo é ter em mente que todo conteúdo compartilhado na internet poderá ganhar grande repercussão e que, depois disso, sua remoção é extremamente difícil. Explicar isso também para a criança, de forma clara a objetiva, é indispensável, pois só a partir dessa consciência é que novos métodos poderão ser assimilados. Tais como:

– Em casos de jogos on-line, verifique a classificação indicativa do game e bloqueie usuários com comportamentos estranhos. Utilize nicknames (apelidos) para identificação, sem manter relações com o nome real da criança;

– Não adicione ou troque informações com desconhecidos. Explique sobre as configurações de privacidade disponíveis em sites e incentive a criança a restringir as informações expostas;

– Instrua a criança a nunca enviar fotos dela mesma e jamais exponha dados pessoais, como endereço residencial, escola em que estuda e número de telefone;

– Acompanhe as chamadas “amizades virtuais”. Nunca concorde em deixá-la ir sozinha ao encontro de alguém que conheceu pela internet;

– Não abra arquivos de fontes desconhecidas, seja em mecanismos de busca, e-mail ou redes sociais. Tenha cuidado também ao instalar jogos e aplicativos, dando preferência para opções de canais oficiais de compartilhamento;

– Denuncie sites de conteúdo violento e/ou pornográfico e incentive a criança a relatar atividades e materiais suspeitos;

Analise o histórico de internet com todos os lugares visitados pela criança, assim como a lista de downloads realizados por ela;

– Faça uso de recursos que possibilitem o acompanhamento das atividades on-line da criança. Nesse quesito, baixar um antivírus – como o Internet Security com controle parental, é a melhor opção a fim de monitorar e restringir o acesso a determinados conteúdos na web;

– Mantenha o computador em um local onde seja possível ver o monitor;

– Tome cuidado com a webcam. É comum que usuários mal intencionados invadam a câmera e capturem imagens para utilizá-las como forma de chantagem depois.

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Gerando consciência e prevenção

Segundo estatísticas da Bitdefender – empresa de softwares e segurança na Internet – para os pais, as redes sociais apresentam o maior perigo para os seus filhos em ambiente on-line. Prova disso é que 54% dos sites monitorados ou bloqueados por eles fazem parte dessas mídias, sob a justificativa do risco de contato com conteúdo pornográfico, cyberbullying e perfis falsos.

Por sorte, inúmeros recursos podem ser utilizados na tentativa de proteger as crianças dessas ameaças. No entanto, é válido ressaltar que essas soluções devem ser usadas ​​em conjunto com o envolvimento dos responsáveis. Afinal, conversar abertamente com as crianças sobre os riscos existentes é uma das melhores formas de mantê-las seguras e conscientes.

 

Imagens: edu.gov.il / tech-wd.

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