Usabilidade… você usa?


Ontem participei de um teste de usabilidade muito interessante.


Mas, afinal, o que é usabilidade?


De acordo com a wikipedia, usabilidade é um termo usado para definir a facilidade com que as pessoas podem empregar uma ferramenta ou objeto a fim de realizar uma tarefa específica e importante.


A usabilidade está relacionada aos estudos de Ergonomia e de Interação Humano-computador. Tudo isso para tornar o acesso compatíveis com as necessidades, habilidades e limitações das pessoas.


O teste que participei era para analisar a compra de um mesmo livro tanto na livraria real quanto na livraria virtual. Para isso, deveríamos selecionar a mesma livraria para os 2 ambientes e calcular o tempo utilizado para finalizar a compra, identificando se foi fácil encontrar o livro já determinado e analisar os prós e contras das duas modalidades de compra.


Engana-se quem pensa que usabilidade refere-se apenas a sites na internet. Usabilidade é sinônimo de facilidade de uso. Se um produto é fácil de usar, o usuário tem maior produtividade: aprende mais rápido a usar, memoriza as operações e comete menos erros.


Sempre que houver uma interface, ou seja, um ponto de contato entre um ser humano e um objeto físico (ex: no caso desse teste, uma livraria) ou abstrato (ex: softwares), podemos observar a usabilidade que esse objeto oferece.


E como a usabilidade pode ajudar pessoas com necessidades especiais, terceira idade e problemas cognitivos?


A usabilidade é uma medida relativa. O mouse é fácil de usar, mas para quem? Uma trackball pode ser mais fácil de usar por quem tem deficiência motora ou sofre de LER. A interface ideal é aquela que está adaptada às necessidades de seus usuários. O usuário de terceira idade pode precisar de textos com letras maiores e o usuário com desvantagem cognitiva pode precisar de alguns textos de ajuda a mais. ou seja, a usabilidade vai depender do ponto de vista de quem usa 🙂


No Brasil, ainda se investe muito pouco no assunto, mas já há um movimento de mudança. Pessoas antes excluídas, agora exigem seus direitos de uso e isso tem trazido à tona os temas usabilidade e acessibilidade (que falaremos num outro momento).


Bom, voltando ao teste que participei, o grupo (esses testes são sempre em grupo) avaliou a compra da seguinte forma:


VANTAGENS
Compra online:
– Levamos de 7 a 10 minutos, incluindo o cadastramento, para fechar a compra.
– Conforto (não há necessidade do deslocamento).
– Você só compra aquilo que se propôs a comprar.


Compra real
– Leva-se o produto na hora. E caso não haja o produto naquela filial da loja, o produto é adquirido no máximo em 24hs.
– Pagamento mais seguro.
– Parece um passeio. Além de estar em contato com outros produtos, muitas livrarias hoje em dia já possuem um café interno para os clientes ficarem mais tempo e degustarem os produtos com calma.
-Produto pode ser testado. No caso deste teste, folheado.


DESVANTAGENS
Compra online:
– O produto só chega 2 / 3 dias após efetuado o pagamento (que pode ser boleto, cartão de crédito ou débito em conta).
– Pagamentos pela internet sempre são mal vistos por questões de segurança. Nem todo mundo tem coinciência de manter seus anti-vírus atualizados e ter firewall instalado.
– Se você precisa comprar o produto (nesse caso um livro), mas não o conhece, não há como folhear para ver se atende realmente às suas necessidades.


Compra real:
– Levamos de 15 a 20 minutos entre ser atendido por um vendedor, ficar na fila para pagar e levar o produto.
– Precisa se deslocar até o local de compra, arriscando-se na rua e podendo chegar ao local e não encontrar o objeto de desejo.
– Você pode ser induzido a gastar mais que o planejado.


Enfim, baseado nesse teste, tire suas conclusões. Faça suas listas de prós e contras e comente aqui. Sempre há algo a ser acrescentado. Aguardo sugestões 🙂


Abraço a todos,
Claudia Sardinha

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